Fernanda Rezende da Silva

Psicóloga Clínica e Hospitalar Especialista em Tanatologia: Pinus Educação Universidade Santa Cecilia; Especialista em Psicologia Hospitalar: HCFMUSP (atuação em UTI e Cuidados Paliativos); Graduada em Psicologia: Universidade São Marcos; Atuação: Psicóloga clínica com abordagem Psicanalítica Winnicottiana, com enfoque em clínica do luto e suicídio.

Psicóloga clínica e hospitalar. Especialista em Tanatologia (Pinus Educação e Universidade Santa Cecília); especialista em Psicologia Hospitalar com ênfase em UTI e cuidados paliativos (HCFMUSP); graduada em Psicologia (Universidade São Marcos). Atua como psicóloga e supervisora clínica na abordagem Winnicottiana, com enfoque na clínica de prevenção do suicídio, automutilação, depressão e luto. Docente em cursos de graduação e pós-graduação nas disciplinas de Psicopatologia, Psicanálise, Psicologia Clínica. Autora do livro: Suicídio como desamparo humano – O fenómeno no olhar Winnicottiano. Palestrante e militante na prevenção do suicídio.

“A dor compartilhada é possível de ser vivenciada”

 – Fernanda Rezende

Suicídio – Prevenção é a melhor opção? O que podemos fazer?

Para algumas pessoas, em algum momento da vida, o viver poderá ser um peso, um fardo pautado em um desamparo, desespero e desesperança. Pensar em suicídio é uma opção possível para todo e qualquer ser humano em situações de extrema dor e vulnerabilidade, mas idealizar, planejar ou executar um ato de violência contra si mesmo pode ser, minimamente, muitas vezes um gesto de desespero e de dor. O autoextermínio é um ato exercido pela pessoa que tem a intenção real e objetiva de colocar fim à sua própria vida, provocando a morte de forma voluntária e intencional, utilizando-se de métodos que acredita serem letais para seu autoaniquilamento. O suicídio é um tabu na sociedade atual, havendo muito a ser dialogado e pesquisado acerca do fenómeno que é multifatorial, ou seja, não tem uma única causa mas sim causalidades, "gatilhos" para a fatalidade. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o estigma, a vergonha, o constrangimento e o medo ainda impedem a população de buscar ajuda e reconhecer a necessidade de intervenção de serviços de saúde, pois a prevenção pode ser realizada. Para tanto, é necessário o enfrentamento do momento de crise com o apoio dos sistemas de saúde em paralelo à sociedade, quebrar preconceitos e estigmas e sendo assim é possível e devemos falar sobre prevenção. Acolher a dor humana é um ato de dignidade, a pessoa que morre por suicídio não quer acabar com a vida, ela quer acabar com a dor! Falar é a melhor opção, cuidar e amparar a dor humana é uma forma de prevenção!

Meu Livro

“Suicídio Como Desamparo Humano

O Fenômeno No Olhar Winnicottiano”

Serviços

Palestras e Cursos

Ministra cursos, palestras e rodas de conversas nas áreas da saúde, educação e empresarial com a temática: Prevenção ao Suicídio e automutilação, morte, luto e depressão.

Atendimento clínico e hospitalar

Atendimentos realizados dentro da psicologia clínica com enfoque na clínica de morte, luto, automutilação, depressão e suicídio.

Supervisão clínica

Supervisões clinicas com enfoque na Psicanálise Winnicottiana para profissionais psicólogos.

Luto – Como Lidar com a dor da Perda?

A experiência da morte é um acontecimento imprevisível e que transforma o instante da perda em crise e, em algumas delas, em trauma, perpetuando-se ao longo da existência da pessoa que perdeu um ente querido. Acredito que o luto tenha uma faceta que seja “interminável” porque ele só finda em alguns casos com a morte do próprio enlutado. Pois, de uma forma geral, a morte de algumas pessoas apenas se encaixa, deixa de doer de forma aguda e passa, com o tempo, a doer de forma latente, mas basta um dia mais “cinzento ou ensolarado”, que a dor e angústia da perda voltam e fazem brotar, sem perguntar, lágrimas nos olhos do enlutado. O processo de luto apresenta sensação recorrente, dos braços vazios, a vontade de ter o ente querido próximo ao peito mas o que fica como herança são as lembranças na memória da pessoa falecida. A melodia da cadência de dois corações pulsando não mais existirá, dizem que a música é também antídoto de saudades. Aqui, para acalmar a ausência, não terá mais a melodia. O que fica então nas histórias de vida desses enlutados? Talvez o (des)abraço! O luto é uma luta diária, um sobreviver e adaptar-se sem a presença da pessoa amada, e continuar a historia mas faltando pedaços, o luto é ausência fazendo presença em todo lugar!

Sobre a Morte e o Morrer

A morte é a única certeza da vida, todos vamos morrer, isso é um fato! A questão é como e quando. Porém, se é uma condição universal e intransferível, por que essa questão causa tantas inquietações na humanidade, bem como todo sofrimento quando estamos expostos a ela? Vemos, com frequência, os conceitos de vida e morte utilizados de maneiras antagônicas. Entretanto, quando olhamos o desenvolvimento humano, esses conceitos são congruentes e intrínsecos. As pessoas, de uma forma geral, não questionam a existência anterior ao nascimento, mas a sociedade apresenta inquietações frente ao fim. Acredito, dessa forma, que ao longo dos anos o conceito de finitude foi algo aprendido, variando seus aspectos de cultura para cultura. A morte é uma condição biológica, contudo, há uma construção psicológica, social e cultural em relação ao fenómeno e, sendo assim, existe material de estudos e pesquisa para a filosofia, antropologia, medicina, psicologia e teologia.

Documentário sobre Suicídio

Acompanhe Abaixo algumas Aulas e Palestras que Participei!

Programa Olhar Humano: Prevenção ao Suicídio.

Entrevista sobre morte e o morrer:

Aula Sobre Depressão e Suicídio:

Entrevista Suicídio um adoecimento da alma:

Aula sobre: A morte, morrer e luto na atualidade.

Simpósio prevenção e Pósvenção do Suicídio - Evento em São Bernardo do C.

Dúvida ou sugestões?​

“Só que faz música com seus próprios buracos, pode ouvir melodia no buraco dos outros”

 – Fernanda Rezende